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Amamentação e fissura labiopalatina

Saúde do Bebê · ProLactare

Quando a fissura é só labial o aleitamento é completamente possível. Uma das técnicas que utilizamos é o vedamento da fissura com a própria mama ou com um micropore, assim a pressão intraoral se mantém.

No caso de fissura pós forame , só de palato mole, também é bem possível o aleitamento, o grande cuidado é com posicionamento (mais ereto) para não haver refluxo nasal, pois geralmente a musculatura do palato mole, que faz fechamento na deglutição, evitando refluxo, está ausente ou prejudicada. Estratégias como posicionamento cavaleiro ajuda muito.

Tipo de fissuraAmamentação diretaEstratégia frequente
LabialSim, plenamente possívelVedamento da fissura com a própria mama ou micropore
Pós-forame (palato mole)Sim, com ajustesPosição mais ereta, evitar refluxo nasal
Transforame uni ou bilateralMais difícil, mas possívelCavaleiro, mão de bailarina, ordenha auxiliar, copo ou translactação

Agora, nos casos de fissura transforame uni ou bilateral é mais difícil, sim, mas jamais impossível.

A pressão intraoral fica bem prejudicada, então, opto pela técnica de cavaleiro, mais mão de bailarina para auxiliar na pressão intraoral, mais ordenha do leite anterior para o bebê retirar leite posterior, pois não tem força para mamar tanto tempo e por isso pode ter dificuldades de ganho de peso, uso do copo ou translactação, posição ereta para mamar, mamadas mais frequentes e outras técnicas que estão, sim na literatura, mas você encontrará em livros de aleitamento materno geralmente.

Já vi bebês com fissuras transforame bilaterais mamando lindamente em aleitamento exclusivo, mas sei que não é muito comum, então temos que investir, sim! O problema é que a equipe de apoio, muitas vezes, nem tenta, já insere mamadeira… E o que vejo é que a maioria vai para a mamadeira sem critério, aí há problemas, pois o bico pode machucá-los.

Se o seu bebê nasceu com fissura labiopalatina, respire fundo: você não está sozinha e a amamentação continua sendo um caminho possível na grande maioria dos casos. Cada fissura tem sua particularidade, e é justamente por isso que a avaliação individualizada faz tanta diferença — o que serve para um bebê pode não ser o ideal para outro.

O acompanhamento precoce com uma consultora em amamentação e com o fonoaudiólogo da equipe de fissurados permite testar posições, ajustar a pega e acompanhar o ganho de peso com segurança. Pequenas mudanças de posicionamento costumam transformar mamadas difíceis em momentos de vínculo e tranquilidade.

E lembre-se: oferecer o próprio leite, mesmo que por copinho ou por translactação em alguma fase, já é um presente enorme para o seu bebê. O objetivo não é a perfeição da técnica, é a saúde do seu filho e o seu bem-estar — com apoio certo, os dois caminham juntos.

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