Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Objetos transicionais

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Quando o bebê nasce, ele não tem seu ego formado; é completamente inconsciente, com desejos de suprir suas necessidades imediatas e sentir prazer. É o que faz quando sente fome, sono, dor. O choro é a expressão de desconforto e deve ser atendido imediatamente, sob o risco de se sentir desintegrado. A mãe surge sempre para suprir suas necessidades: amamentar, trocar, embalar.

 

O papel da mãe é especialmente importante, já que estabelece a primeira relação com o bebê. Ainda que ele não tenha consciência de que a mãe é o outro, ela é o ambiente propício para o desenvolvimento psíquico, exatamente pelo suprimento de suas necessidades.
O termo “mãe suficientemente boa” serve para designar seu papel na forma de segurar, cuidar e apresentar o mundo ao bebê, que vai adquirindo maturidade e, com o contato com o mundo externo, desenvolvendo seu ego e percebendo que é um ser separado de sua mãe.

 

Nesse processo de perceber-se como um ser outro, começa a tolerar alguma separação de sua mãe e inicia a simbolização por meio da linguagem. A criança elege, então, um objeto de transição (como o da foto, por exemplo) para representar a mãe ou lembrar-se dela.

 

Como esse objeto representa a mãe, o vínculo com ele é necessário; embalar, dormir junto, agredir e tentar destruí-lo são ações esperadas. Essa relação com o objeto transicional significa, também, que o objeto é uma criação da criança e possui uma realidade própria. Além disso, é uma forma de identificar algo como um não-eu e de diferenciar realidade interna da externa.

 

Com o tempo, esse objeto, que auxilia a criança a se relacionar com a realidade, paulatinamente torna-se desnecessário, pois a criança amadurece, se torna mais autônoma e consegue se relacionar com a realidade sem intermediação.

 

Na minha época não havia esse tipo de ursinho, mas me lembro de ursos de pelúcia, “cheirinhos”, bonecas e que até a fronha do travesseiro poderia ser uma criação infantil para simbolizar a mãe e auxiliar as crianças a se relacionarem com o mundo real.
Lembram-se do desenho do Snoopy? O Linus vivia com seu paninho e sugando o dedo!
Quem aí teve um objeto transicional?

 

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