Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

A importância dos primeiros 1000 dias de vida da criança.

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Os primeiros 1000 dias de vida de uma criança são essenciais para o crescimento e desenvolvimento adequados e pela nutrição que influenciará a saúde por toda sua vida. Esse período, de acordo com o Dr. Barker, compreende do primeiro dia de gestação até o 2º ano de vida da criança, momento em que as principais mudanças e o maior nível de desenvolvimento ocorre, se compararmos com as demais etapas da vida de um ser humano.

 

Mas o que acontece de tão importante nos primeiros 1000 dias que podem mudar toda a vida de uma criança?

– a alimentação materna durante toda a gestação pode determinar as preferências alimentares da criança

– a gestação a termo e o parto natural previnem mortalidade e morbidade infantil, com repercussão até a vida adulta.

– a amamentação exclusiva por 6 meses e com alimentação complementar até 2 anos ou mais tem potencial de proteger contra doenças, possibilitar nutrição adequada, promover melhor crescimento e desenvolvimento, bem como favorecer a cognição.

– os cuidados maternos, individualizados e focados nas necessidades de seu bebê são responsáveis pelo desenvolvimento psíquico, motor, neurológico e de linguagem da criança.

– a transição alimentar adequada, com uso de alimentos saudáveis favorece a nutrição adequada, com prevenção de diabetes, hipertensão, obesidade e sobrepeso, bem como de doenças renais, osteoporose e problemas cardíacos.

 

Cerca de 80% do potencial de crescimento e desenvolvimento de uma criança se dá pelas interferências ambientais, tais como stress, infecções, exercícios e nutrição e apenas 20% é determinado geneticamente, por isso a importância dos cuidados dedicados nos primeiros 2 anos de idade para o estímulo ao potencial máximo das habilidades cognitivas, motoras e sociais.

 

De acordo com a Pastoral da Criança, os cuidados necessários nos primeiros 1000 dias se referem à gestação e aos cuidados com o bebê do nascimento aos 2 anos.

 

No que se refere à gestação, o planejamento familiar é o primeiro passo, com ingestão de ácido fólico por pelo menos 30 dias antes da concepção, nutrição adequada da futura mãe, acompanhamento pré-natal com a realização de exames, busca de informações sobre gestação e parto, especialmente as vantagens do parto natural, com empoderamento materno, além de temas importantes como os riscos do uso de álcool, drogas e tabaco devem ser de conhecimento da gestante.

 

Quanto aos cuidados com o bebê, deve haver enfoque na amamentação exclusiva por 6 meses e com alimentação complementar saudável até 2 anos ou mais, além do conhecimento do valor do colostro e do vínculo entre mãe e bebê, além das formas de transição alimentar e da importância da alimentação saudável para o crescimento e desenvolvimento infantis. Aqui também se torna necessário o papel do pai, tanto nos cuidados quanto no vínculo e educação da criança.

 

Ainda sobre o bebê, os cuidados e estímulos ao desenvolvimento infantil são importantes para a aquisição de habilidades e competências de linguagem, socialização, comunicação, motoras e maturacionais. Todos os tipos de brincadeiras são importantes nessa fase da vida.

 

Desse modo, os cuidados desde antes da concepção até o segundo ano de vida da criança são essenciais e determinantes para o resto da vida do indivíduo e por isso devem ser estimulados, esclarecidos e incentivados para que os pais, principais atores nesse período, contem com ferramentas adequadas para promover a saúde de seus filhos.

2 Comments
  • Marcela de Castro junho 30, 2016, 7:21 am Responder

    Boa noite Dra. Cristiane.
    Gostaria de parabenizar seu trabalho e dedicação com as crianças. Muito lindo seu trabalho e sua formação acadêmica/profissional. Continue estudando e ajudando crianças e informando os pais das mesmas. Parabéns. Grande beijo.

    • Drª Cristiane Gomes junho 30, 2016, 2:08 pm

      Oi, Marcela, muito obrigada! Tão bom saber que tem pessoas que nos apoiam. Eu amo o que faço e tenho certeza que isso faz toda a diferença, né? Abraços

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