Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Os desvios do narcisismo na criança

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Se a criança não for amada, acolhida, investida afetivamente e tida como objeto de amor da mãe durante a fase do narcisismo primário, terá dificuldades de estabelecer relação com pessoas e situações do cotidiano. Há excesso de amor do sujeito pelo seu próprio ego e a seu autoengrandecimento como tentativa de satisfazer necessidades originais na infância, visando evitar a aniquilação do eu.

 

Se a vida do sujeito é caótico, ele volta-se para o seu mundo interno, na ilusão de complemento de si mesmo. Passa a desconsiderar os demais, percebe o mundo como ameaçador. Nesses casos, o sujeito pode revelar características de depressão, vitimização ou estar à margem dos relacionamentos com objetos externos.

 

A perversão ocorre quando o próprio corpo é um objeto de amor. Na psicose, por exemplo, ocorre a retirada da libido do mundo externo e passa a ser direcionado para o interior do eu, revelando características de engrandecimento típico da megalomania.

 

Na pós-modernidade, com os pais ausentes devido ao desenvolvimento industrial, econômico e do feminismo, desvalorização crescente da parternidade, alimentação constante da onipotência e completude dos filhos, tentativas de compensar a ausência frequente dos pais com estímulo ao consumismo e a falta de referência dos filhos, a defasagem no complexo de castração prejudica o desenvolvimento da subjetividade e promove a estagnação na posição narcisista do indivíduo. Interessante ressaltar que, para eles, observou-se mudanças no perfil das patologias de neurose e histeria na época de Freud, para a psicose em nosso tempo.

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