Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Quais são as fases do desenvolvimento psicossexual da criança?

4762 Views 0 Comment

As fases do desenvolvimento sexual podem ser divididas em pré-genital, período em que as zonas genitais ainda não assumiram seu papel preponderante, e genital.

 

No que se refere à fase pré-genital, Freud dividiu as fases em oral, anal e fálica.

a) Fase Oral: tem início ao nascimento e a zona erógena está basicamente localizada nos lábios, língua e, posteriormente, nos dentes. Inicialmente o bebê supre, com a sucção as necessidades de fome e sede, porém, enquanto é amamentado também é acariciado, tocado, confortado pela mãe, que promove a prazer do corpo do bebê, simbolizando-o. A boca é a primeira zona erógena e a maior parte da energia libidinal disponível é direcionada nesta área.

A ocorrência de fixação na fase oral pode manter o prazer oral e levar a hábitos orais, tabagismo, compulsão alimentar, entre outros.
b) Fase Anal: à medida que a criança cresce, novas zonas erógenas são mobilizadas. Entre 2-4 anos a criança aprende a controlar os esfíncteres anal e uretral, o que desperta o interesse pela micção e defecação. O controle dos esfíncteres provoca dor e ao mesmo tempo prazer na sua liberação e de acordo com o reforço dos pais pelo controle que a criança exerce, ela passa a controlar cada vez mais e até reter as eliminações para obter recompensas.

A fixação nessa fase pode levar o adulto a ser organizado, obstinado, agir com parcimônia.
c) Fase Fálica: aproximadamente aos 3 anos a criança começa a focalizar as áreas genitais do corpo e toma consciência das diferenças sexuais. É também a fase do Complexo de Édipo, no qual a menina deseja o pai e o menino deseja a mãe. No caso do menino, o medo da possibilidade de castração determina o fim desta fase, mas na menina já existe uma percepção de castração, por isso essa fase tem início nessa época. De acordo com Freud, nessa fase há uma breve florescência da atividade sexual.

 

Tais fases não são só privilegiadoras das zonas erógenas do corpo em um determinado momento do desenvolvimento global da criança, mas são inscrições do psiquismo a partir de relações estabelecidas entre a criança e os adultos que ocupam a função dos pais.
Após tais fases há um período de latência e, posteriormente, na puberdade, o indivíduo entra na fase genital.
Na puberdade, fase genital, é o período de mudanças que levam a vida sexual infantil a sua configuração normal definitiva, momento em que o objeto sexual é encontrado e a sexualidade deixa de ser autoerótica, com a zona erógena principal passando a ser a genital e as demais, secundárias. Nessa fase, a pulsão sexual coloca-se a serviço também da função reprodutora.

 

 

O conhecimento do desenvolvimento da sexualidade permite compreender como se dá o desenvolvimento saudável da sexualidade, desde o nascimento até a puberdade, mas também dá indícios das causas e mecanismos das chamadas aberrações sexuais ou inversões.

 

0 Comments

Leave a Comment