Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Visitas ao recém-nascido: como agir

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Quando um bebê nasce, nasce também uma mãe, um pai, uma avó. Todos na família precisam se reestruturar e compreender seu papel, as mudanças que ele gera e as ambivalências que ele traz.

A mãe é a pessoa mais afetada por essas mudanças, seguido do pai. Ainda que o bebê tenha sido esperado, imaginado, sentido e todos tenham se preparado para sua chegada, o momento em que o bebê nasce e passa a ser o centro das atenções – não só pela novidade, mas também pela necessidade – a família precisa se adaptar à nova rotina.

Além da rotina, a mulher precisa se dedicar totalmente ao bebê, atendê-lo em toda e qualquer necessidade, passa a sofrer privação de sono, muitas vezes não tem tempo de ir ao banheiro, se alimentar adequadamente, tomar um banho demorado. Num primeiro momento a realidade é dura, mas a mulher está emocionalmente tão conectada que não se preocupa consigo ou com as demais pessoas ao redor. Ela está totalmente focada em seu bebê. Assim também o pai, que passa a focar na mãe, nos outros filhos, no auxílio com as questões da casa.

Esse, definitivamente, não é o melhor momento para visitar a mãe e o recém-nascido: a família está se adaptando, muitas vezes a mulher está com dor, com dificuldades de amamentação, com seu emocional abalado pela ação dos hormônios. A casa estará bagunçada, a pia atolada, as roupas por lavar.

Se você puder aguardar ao menos 15 dias para fazer sua visita, melhor. É um tempo geralmente suficiente para colocar a vida em ordem e se adaptar à nova rotina. Se você não puder esperar, então ao menos ligue, pergunte se é possível fazer uma visita. Não é legal aparecer sem avisar!

Se você for visitar a mãe e o bebê, prepare-se para:

  1. Não se demorar. O bebê tem necessidades que a mãe precisa suprir imediatamente. Não dá para ficar conversando enquanto ele chora, por exemplo. Muitas vezes a mulher ainda precisa se concentrar nos cuidados com o bebê. A mãe e o pai também podem precisar descansar, já que o bebê, muitas vezes, acorda várias vezes à noite para mamar.
  2. Ajudar: Se você tem intimidade com o casal, ofereça-se para lavar louça, fazer um café, comida, cuidar do filho mais velho. Não tente ajudar no que acha necessário, mas no que a mãe precisa.
  3. Não dar opiniões ou orientações: os pais já estão orientados por profissionais de saúde, por isso não vale falar de suas experiências, o que deu certo para você, o que você assistiu alguém dizer na televisão que é bom ou dar “pitacos” do tipo “comigo foi assim”, “isso ou aquilo é o melhor para o seu filho”. Se quiser realmente ajudar, por exemplo, na amamentação, indique um profissional para atender a mãe. Se a mãe precisar de alguma orientação, ela te pedirá!
  4. Não levar nada para “ajudar”: não levar chupeta, mamadeira, leite em pó, conchas ou intermediários de silicone. Isso tudo pode atrapalhar na amamentação e ao invés de ajudar, você pode complicar a situação.
  5. Tomar cuidado com o que fala: a mulher está sensível nesse momento, por isso muito cuidado com o que fala e como fala. A visita não deve servir para discussões ou brigas. Agora é o momento em que a mãe precisa de tranquilidade para lidar com as mudanças e dificuldades dessa fase.

Seja educado, sensível e empático. Tomando esses cuidados, sua visita será bem vinda e lembrada pelos pais com carinho.

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