Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

As mudanças na estrutura familiar decorrentes da chegada de um bebê

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Quando nasce um bebê, há uma reconfiguração familiar completa. Os filhos passam a ser pais, os pais passam a ser avós, a relação conjugal muda, a estrutura familiar modifica e isso pode gerar muitos conflitos.

Tanto a idealização dos próprios pais quanto as queixas por suas falhas (fantasiadas ou reais) podem gerar dificuldades de adaptação desses novos papeis para receber o novo membro da família.

Por um lado, se os filhos idealizam os pais e se identificam com eles, podem sentir-se impedidos de os superarem (não vou conseguir amamentar porque minha mãe não conseguiu) ou cobrados por conseguir superá-los e reparar possíveis falhas (minha mãe não me amamentou, mas agora eu vou conseguir amamentar).

Esse movimento é comum, porém gera culpa também, tanto pela tentativa de reparação quanto de superação dos pais (oposição e repetição não são saudáveis). Ao se depararem com a própria maternidade/paternidade, se depararão também com a ambivalência e acreditarão que estão com sérios problemas pessoais, o que não é verdade, já que a ambivalência é normal de todos os seres humanos e faz parte de todas as relações.

Compreender isso é libertador! Aceitar que cada um tem sua própria experiência e não há nada para se provar ou nada a que se submeter e entender também que sempre haverá sentimentos positivos e negativos em todas as relações, inclusive com os filhos, traz leveza aos relacionamentos.

Por outro lado, os avós também passam por mudanças de papeis e é importante compreendê-las. De pais, passam para avós, e isso vem carregado de significado de mudança geracional. Isso pode fazer com que sejam agressivos com os filhos, desencorajadores ou até mesmo distantes, pois inconscientemente se deparam com seu próprio envelhecimento, finitude, perda de função e até mesmo podem se sentir superados. Além disso, percebem que os filhos agora tem outros interesses, papeis e responsabilidades com seus próprios filhos.

Por isso, é possível desenvolver um espírito tolerante e compreensivo, da parte de todos, pelo bem de pais e filhos.

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