Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Dor persistente na amamentação e suas possíveis causas

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Atualmente existe extensa divulgação sobre a pega e posição corretas, sua importância para a ordenha do leite pelo bebê e para a saúde das mamas. Apesar das orientações, muitas mães ainda referem sentir dor ao amamentar, por isso é importante obter informação sobre as possíveis causas da dor ao amamentar, distinguir o que é desconforto e o que é dor persistente, que se mantém por mais de 2 semanas.

 

A dor e o desconforto são comuns nas primeiras semanas após o parto e considerados causa de desmame precoce, por isso a importância do acompanhamento de um consultor para identificar e resolver os problemas mais comuns nessa fase. Com auxílio a dor geralmente cessa ou sofre redução, porém algumas mulheres continuam com dor persistente aos 2 meses após o parto e essa ocorrência não é mais considerada fisiológica, especialmente se houver relato de dor severa.

 

Em geral, o desmame precoce no primeiro mês ocorre devido à dor, fissura e/ou sangramento nos mamilos e esses problemas podem estar associados à depressão pós parto, por isso é importante compreender que a dor pode ser física ou emocional.

 

A dor física pode ocorrer devido a alguns problemas, tais como:

– pega incorreta

– fissura

– ingurgitamento

– outras infecções

– mastite

– ducto bloqueado

– monilíase (sapinho)

– fenômeno de Raynaud

– dermatites/dermatoses

– dor funcional (alodinia)

 

Por outro lado, a dor emocional não apresenta sinais clínicos de problemas, como a dor física, pois está associada ao stress emocional, comum no puerpério. Pode se relacionar à ambivalência da maternidade, aos medos e inseguranças de ser mãe, a problemas familiares ou à depressão pós-parto, por isso é importante uma avaliação extensa da amamentação, da história materna, do bebê, histórico de sensibilidade anterior, exclusão dos problemas físicos, método da amamentação, observação da mamada e, se necessário, acompanhamento emocional da mãe, com o objetivo de resolver os problemas para reduzir e, se possível, eliminar a dor.

A amamentação não deve trazer dor, por isso é importante a busca por auxílio, tanto nos casos físicos quanto emocionais. Ainda que seja comum inicialmente, a dor não deve ser persistente. A amamentação deve ser prazerosa tanto à mãe quanto ao bebê, para que o leite físico e o “leite emocional” seja fornecido, bem como para que seja estabelecido o vínculo entre ambos.

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