Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Saiba o que é colostro, leite de transição e leite maduro

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É importante a mulher conhecer as mudanças que ocorrem em seu corpo para, com informação confiável e atualizada, não se deixe influenciar por pessoas que indicam leites artificiais por acreditar que há reduzida produção de leite, leite fraco, leite “aguado”. O leite muda durante o processo de lactação e em todas as etapas, ele continua sendo o melhor alimento para o bebê.

Muitas mulheres, já na gestação, referem perceber a produção de leite. Algumas até relatam que o leite vaza, já outras não percebem isso, apenas que as mamas aumentaram, estão mais sensíveis e o complexo aréolo-mamilar está mais escuro. Isso acontece pela ação dos hormônios da gestação e é importante para o preparo para a amamentação.

Dependendo do tipo de parto, paridade, uso de anestésicos, pele a pela na primeira hora após o parto, o colostro, leite inicial, é produzido. O colostro é rico em anticorpos,  proteínas, vitaminas, sais minerais e lactose. Sua coloração é amarelada e o volume pode variar entre 3-5 ml por mamada, exatamente a capacidade gástrica do recém-nascido nos primeiros dias de vida.

Esse leite é extremamente importante para a nutrição e imunologia do recém-nascido, que recebe as defesas apenas do leite materno, já que seu sistema imunológico estará completo apenas por volta do segundo ano de vida. Desse modo, a mãe deve oferecer livremente o colostro a seu bebê e não se preocupar com a quantidade.

No pós-parto não faltam indicações para uso de complemento: dizem que o leite não desceu, que é pouco, que é fraco, que o bebê vai apresentar hipoglicemia se só sugar o colostro. Ledo engano: esse leite é importantíssimo para o lactente e ainda protege contra infecções. Oferecer outro leite nesse momento é expor o bebê à proteína do leite de vaca, extremamente alérgeno.

Quanto mais amamentar, mais o colostro será produzido e aumentará de volume. O colostro é produzido até 5-7 dias após o parto, passando, então para o leite de transição.

O leite de transição inicia-se na apojadura (descida do leite) e pode ir até 15 dias após o parto. De amarelo, passa à coloração esbranquiçada e seu volume aumenta a ponto de poder causar ingurgitamento (mamas cheias e endurecidas) ou até mastite (infecção da mama, que pode ocorrer porque as mamas não são esvaziadas com frequência). Nesse momento as mães se alegram por verificar que produzem leite em abundância, mas é importante cuidar para os problemas descritos anteriormente não acontecerem.

Esse leite apresenta mais calorias e se adapta às necessidades do bebê e possui maior concentração de gorduras, vitaminas e lactose. Muitas mães começam a acreditar que seu leite é fraco por causa do aspecto do leite, mas é importante destacar que ao extrair, inicialmente, o leite possui maior volume de água.

Com o estabelecimento da amamentação, após as primeiras 2 semanas, o leite passa a ser denominado leite maduro, cuja constituição é completamente adequada para suprir a nutrição ideal, crescimento e desenvolvimento adequado. O volume se adapta à demanda e muitas vezes as mães acreditam que seu leite está secando ou diminuiu de volume porque as mamas não ficam mais duras e cheias. Ao contrário, a produção se adaptou ao que o bebê necessita e sempre que ele precisar mais, como ocorre nos picos de crescimento, mamará mais a mama responderá com maior produção.

O leite materno é o ideal para o bebê, do nascimento até o desmame. Vale lembrar que o Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva até os 6 meses e com alimentação complementar até os 2 anos ou mais e, mesmo após o primeiro ano de vida, o leite ainda mantém sua qualidade, com muitas substâncias que auxiliam na nutrição ótima dos bebês.

 

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