Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Por que sinto dor ao amamentar?

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Vocês já devem ter ouvido que amamentar não deve doer, que se houver dor a pega está incorreta. Existem algumas situações que podem levar à dor e abordaremos algumas delas hoje.
A situação mais comum é a dor por pega incorreta, que é facilmente perceptível pelo consultor em amamentação e até por muitas mães que se informaram durante a gestação. Em geral, com auxílio o problema é resolvido e quanto mais cedo é identificado e tratado, menor o risco de consequências, como fissuras, rachaduras, sangramentos.
A pega pode estar correta externamente, mas internamente (especialmente as posturas orais do bebê) estarem incorretas. Isso se chama disfunção oral do lactente, é muito comum e quanto mais cedo for tratada, mais rápido a mãe para de sentir dor.
 
Outra situação, mais rara, é quando a mulher tem o limiar de dor muito baixo e sente muita dor ao amamentar, ainda que a pega e as posturas do bebê estejam corretas.
Finalmente, existe a dor emocional. Está tudo bem com a pega, posturas orais, não há fissuras ou problemas mamários, mas a mulher sente dor.
 
É importante diferenciar dor de sensibilidade, que pode estar presente nas primeiras semanas. A mama passa a ser utilizada com frequência pelo bebê e a mulher pode sentir certo incômodo, mas isso não inviabiliza a amamentação e logo deixa de incomodar. A dor, que pode ser ou não acompanhada de fissura, sangramento e outras complicações, está presente em todas as mamadas, é constante e muitas vezes é causa de desmame, caso não seja tratada.
 
O tratamento da pega incorreta é a correção da pega, eliminação do uso de produtos (cremes, conchas, intermediários, chupetas e mamadeiras) e hoje existe a laserterapia, tratamento indolor e muito efetivo na cicatrização de feridas e na analgesia (redução/eliminação de dor). Essa técnica deve ser utilizada juntamente com a correção da pega e, em geral, com 3 sessões a cicatrização ocorre e não há mais dor.
 
Quando há disfunção oral no recém-nascido, a intervenção é no bebê e o fonoaudiólogo consultor em amamentação é o profissional capacitado para intervir na musculatura e postura oral (travamento de mandíbula, retração de língua, hiper ou hipoatividade da musculatura de ordenha, tensão excessiva de língua, problemas com reflexos orais). O número de sessões, neste caso, pode variar, pois a intervenção termina quando o bebê responde ao estímulo e passa a mamar corretamente. Para esses casos a laserterapia pode ser utilizada, bem como a bandagem elástica, juntamente com exercícios fonoaudiológicos.
 
No caso de dor emocional ou reduzido limiar de dor, pode ser necessário acompanhamento profissional específico (psicólogo ou psicanalista) para auxiliar a mulher na compreensão das causas da dor, bem como sua resolução. Além disso, o uso do ILIB, um tipo de tratamento de laserterapia, pode auxiliar no reequilíbrio global do organismo da mulher e também reduzir a dor.
 
O importante é que a mulher saiba que há possibilidades de eliminação da dor e que ela não precisa desistir caso tenha o desejo de amamentar. Buscar ajuda é o primeiro passo para a resolução desses problemas e estabelecer a amamentação de forma prazerosa e leve.
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