Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Por que a mãe sente tanta culpa?

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Hoje acordei pensando no tema culpa. Que angústia terrível é a culpa, especialmente na mãe! A mãe se culpa por tudo: se faz certo, porque não fez melhor; se errou, como pôde ter errado. A mulher tem uma auto-cobrança muito elevada em tudo, mas quando ela tem um filho isso torna-se infinito.

 

A culpa pode se apresentar de muitas formas: porque amamentou pouco, porque não amamentou, porque deu mamadeira/chupeta, porque aquele dia a mãe demorou para atender o bebê, porque ele caiu, porque superalimentou, porque deixou com fome, porque deu mais atenção ao filho mais novo em detrimento do mais velho, porque saiu com o companheiro para se divertir, porque viajou e deixou as crianças com a avó, porque precisou voltar a trabalhar, porque…….

 

Quando uma mulher engravida e tem um bebê, toda a sua história aflora; sua gestação, seu parto, sua amamentação e a relação com a sua mãe, e posteriormente com seu pai também. A tendência é sempre, ao ter uma boa infância, tentar repetir as experiências e, ao contrário, se houve experiências desagradáveis, fazer oposição ferrenha.

 

Essa atitude emocional em nada ajuda a mulher: ao tentar repetir o que a mãe (e o pai) fizeram ou fazer oposição, ou seja, tentar ser e fazer tudo ao contrário do que recebeu na infância, a mãe se depara com a dura realidade: nem sempre o que está fazendo é o melhor, nem sempre dá certo e que, na verdade, todos somos seres humanos que erram tentando acertar, especialmente com os filhos.

 

Inconscientemente a mãe deseja profundamente ser uma mãe melhor do que a sua, mas não compreende que serão mães diferentes, cada uma com suas virtudes, defeitos, potencialidades. A mulher precisa ressignificar essas experiências, perdoar o que precisa ser perdoado, e seguir em frente. É importante que você saiba, hoje, que você não precisa provar nada pra ninguém e nem para si mesma. Você é uma mulher única, uma mãe única, seu filho é único, o pai dele é único, e juntos vocês farão uma história única.

 

A culpa imobiliza, dificulta as relações, prende e impede que se desfrute o melhor da vida. Claro que não é fácil se livrar da culpa, mas é possível. Algumas mulheres conseguem conversar com suas mães e resgatar suas histórias, outras precisarão de um profissional para auxiliá-las, mas, de qualquer forma, enquanto tivermos culpa, quem sofre somos nós. O mundo continua aí, vivo e ativo, por isso livre-se da culpa!

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