Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Perguntas e respostas sobre amamentação: refluxo

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Pergunta: Meu filho (minha filha) tem refluxo. O que faço?

Resposta: É bastante comum recém-nascidos terem refluxo gastroesofágico, que é uma redução da pressão dos esfíncteres esofágicos que impedem o retorno do alimento após terem chegado ao estômago. Com a maturidade, essa pressão aumenta e o leite deixa de voltar com tanta facilidade.

O problema do refluxo é que quando o leite volta, volta também suco gástrico e com a frequência de retorno começa a machucar o esôfago do bebê, o que chamamos de esofagite. Isso é muito doloroso e o bebê chora muito de dor, inclusive após as mamadas.

O leite materno é o melhor para bebês com refluxo, por isso amamente seu bebê e evite leites artificiais.

Existem algumas dicas úteis para diminuir o refluxo, tais como:

  • amamente seu bebê sentado (posição de cavaleiro),
  • depois da mamada, deixe-o 40 minutos em pé para arrotar e, mesmo que não arrote, você está ajudando a esvaziar o estômago;
  • não troque fraldas após a mamada para o leite não voltar;
  • não aperte fraldas,
  • não chacoalhe o bebê;
  • coloque-o deitado elevado 30 graus no berço ou carrinho;
  • não coloque-o de bruços para dormir, o ideal é do lado esquerdo!

Muitos  bebês apresentam refluxo fisiológico, que não tem impacto algum sobre o ganho de peso, saúde geral ou mudanças de comportamento do bebê. Nesses casos, apenas os cuidados anti-refluxo são suficientes e com a maturidade cada vez menos leite voltará; nos casos em que o bebê fica muito irritado durante e após as mamadas, chora muito, vomita ou regurgita em todas as mamadas e em grande quantidade e há impacto no ganho de peso, pode ser o caso de um refluxo patológico e, neste caso, é importante ter acompanhamento médico, em algumas situações utilizar medicamentos. Em algumas situações o refluxo pode ter relação com a alergia à proteína do leite de vaca, por isso consultar um especialista (gastropediatra ou alergista) é o mais indicado quando os sintomas não reduzem apenas com a medicação.

Dra. Cristiane Gomes, IBCLC

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