Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Perguntas e respostas sobre aleitamento: dor ao amamentar

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Pergunta: Meu filho (minha filha) machuca meu peito quando suga. O que faço?

 

Resposta: Geralmente, quando o bebê machuca o bico do peito da mãe quando suga, isso ocorre porque a pega da mama está errada.

Esse machucado é chamado de fissura mamilar e essa fissura é o resultado da pega incorreta, ou seja, para que a pega seja correta, o bebê deve abrir bem a boca, como se fosse bocejar, colocar a língua para fora e ficar bem de frente com o bico (mamilo).

Quando ele fizer isso, a mãe deve trazer o bebê até a mama para que ele pegue o bico e boa parte da aréola (parte escura da mama).

Se ele pegar pelo menos uma boa parte dessa aréola, a pega estará correta, pois é aí que o leite fica armazenado. O bebê fará massagens com o queixo e o leite sairá sem dificuldades.

A amamentação não deve causar dor ou incômodo, por isso a mãe deve estar atenta para se o bebê está de frente para ela, na posição barriga com barriga, bem perto e sempre com a boca bem aberta, queixo encostado na mama, bochechas redondas e sem fazer barulhos, apenas para engolir o leite.

Dessa forma, ele retira o leite e não machuca a mãe e a amamentação se torna um momento de prazer para mãe e bebê. É assim que deve ser!

Se a mãe sentir dor durante a mamada, é só ela colocar o dedo mínimo no cantinho da boca do bebê até chegar na língua e retirá-lo do peito para que comece tudo novamente: colocá-lo no peito com a pega correta e, assim, fazer com que ele pegue e a dor pare.

Não deixe, de maneira nenhuma, que o bebê sugue e você sinta dor, pois o leite não vai sair dessa forma! É melhor tirar e corrigir a pega do que ficar os dois sofrendo durante a mamada!

No caso da mãe já estar proporcionando a pega e posição corretas e ainda continuar doendo, procure um fonoaudiólogo especialista em amamentação para avaliar a sucção do bebê e intervir em possíveis disfunções orais. Também é importante fazer uma avaliação do frênulo de língua e fazer acompanhamento para verificar a necessidade de frenotomia.

Dra. Cristiane Gomes, IBCLC

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