Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

O que é considerado normal com relação ao cocô do bebê?

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Os pais, especialmente os de primeira viagem, sempre se preocupam com as fezes de seu bebê: está muito escura? Muito amolecida? A cor é normal? É importante sempre estar atentos, pois o aspecto, coloração, consistência e frequência de evacuação dizem muito sobre  a saúde do bebê e, por isso, os pais devem conhecer o que é normal a cada etapa e tipo de alimentação para não ter preocupações desnecessárias. O importante é sempre avisar o pediatra caso haja alguma mudança que não esteja dentro da normalidade.

 

É importante conhecer que as fezes do bebê mudam: o recém-nascido elimina o que chamamos de mecônio, de coloração verde escura; essas fezes são como piche e é por onde o bebê elimina bilirrubina. Por isso que quando amamentado, o bebê elimina bastante mecônio (devido à característica do leite materno de soltar o intestino do bebê) e isso evita que ele tenha icterícia.

 

Aqui já começamos a verificar a grande importância do aleitamento materno exclusivo para a saúde do recém-nascido.

 

O mecônio geralmente não tem odor e é eliminado até aproximadamente 4 dias após o nascimento, momento em que as fezes começam a apresentar uma coloração para o verde claro e adquire uma consistência mais pastosa, especialmente se a mãe der continuidade à amamentação, o que significa que o intestino do bebê está funcionando normalmente.

 

Com o aleitamento materno exclusivo, as fezes adquirem cor amarelada ou esverdeada, com consistência líquida, pastosa e podendo conter algumas porções mais sólidas, o que é normal. O odor começa a surgir, mas não é forte. Outra informação importante é que, por ser laxativo, o leite materno pode soltar levemente o intestino do bebê e ele evacuar a cada mamada. Por outro lado, por ser de fácil digestão e de aproveitamento completo, muitos bebês podem ficar alguns dias sem evacuar e isso não deve preocupar os pais se ele estiver tranquilo, sem dor ou características de prisão de ventre. É importante ficar atento ao estado do bebê e, caso ele esteja incomodado, com cólicas e dores, procurar o médico.

 

Quando o bebê recebe leites artificiais as fezes mudam um pouco, ainda que seja mantida a amamentação; passam a ser mais sólidas do que nos bebês amamentados exclusivamente. O odor passa a ficar mais forte e a coloração passa a marrom, amarelo ou verde. Alguns bebês podem apresentar diarreia ou prisão de ventre prolongadas e, em ambos os casos, o médico deverá ser consultado para diagnóstico e tratamento adequado.

 

É importante lembrar que o uso de vitaminas e ferro podem mudar a cor do cocô, bem como a ingestão de outros alimentos e a presença de doenças.

 

Quanto o bebê começa a introdução alimentar, que deve ocorrer após os 6 meses, as fezes mudam de cor (mais marrom), odor (mais forte) e consistência (mais pastoso, com grumos). Podem apresentar pedaços inteiros de alimentos que ainda não foram adequadamente mastigados pelo bebê que está aprendendo a mastigação e muitas vezes ainda não tem dentes. Isso é normal e não deve gerar preocupação nos pais. Com a maturidade, o bebê vai conseguindo pulverizar os alimentos com cada vez maior competência e esses pedaços tem a tendência de desaparecer.

 

Quando os pais devem estar em alerta:

Fezes sempre esverdeadas – pode haver reduzida ingestão de leite por parte do bebê, especialmente o leite mais rico em gorduras ou aumentada ingestão de lactose, além de alguns tipos de alergias alimentares, infecções ou efeito de medicamentos. Se o bebê estiver com dificuldades de mamar ou a mãe tiver dor nos mamilos, é importante procurar um consultor em amamentação ou banco de leite para resolver o problema e permitir que o bebê consiga esvaziar ao menos uma das mamas.

Fezes com sangue – pode haver indícios de alguma infecção ou alergia à proteína do leite de vaca, especialmente se ocorrer com frequência, mas também pode ocorrer por prisão de ventre, pela passagem das fezes no ânus com algum sangramento. Procurar um médico para diagnóstico é muito importante nessa situação.

Fezes em bolinhas – pode significar prisão de ventre se for frequente, o que revela que as fezes podem permanecer um tempo aumentado no intestino ou o bebê está pouco hidratado. Caso ele sinta desconforto para evacuar e cólicas intestinais, procurar o médico para verificar o que está ocorrendo. A prisão de ventre também pode acontecer quando há transição entre o leite materno para o artificial.

Diarreia – é quando as fezes ficam líquidas (diferente da consistência de bebês amamentados), com evacuação frequente. É mais comum bebês alimentados com leites artificiais terem diarreia, que ocorre especialmente por contaminação. É importante que os pais tenham atenção, pois alguns medicamentos e alimentos podem levar à diarreia, bem o período de erupção dentária, presença de alergias alimentares e outras doenças não relacionadas à amamentação. No caso de diarreia é imprescindível a consulta médica, para evitar a desidratação do bebê.

 

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