Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Maternidade x atividade profissional: é possível conciliar?

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Antigamente, nossa sociedade favorecia, incentivava e até mesmo determinava que a mulher deveria desenvolver suas funções maternais, mas, por outro lado, restringia sua atividade sexual e social. O que acontecia, era que a mulher não estudava nem trabalhava, dependia de seu marido e sua função essencial era ter filhos, cuidar e educar. Hoje, com a igualdade de direitos, a mulher se vê livre para estudar, trabalhar, se sustentar e ser independente, mas, em contrapartida, a maternidade foi deixada em segundo plano. As mulheres demoram mais para engravidar, e quando optam por ter filhos, geralmente sonham em um ou dois; precisam voltar a trabalhar e se manter ativas profissionalmente. Isso pode levar à terceirização precoce, alimentação artificial e pouca disponibilidade para estar próximo ao filho.

 

Para algumas mulheres não há conciliação entre vida social, profissional e maternidade. Como, além do trabalho muito bem desenvolvido, precisam cuidar da casa, do companheiro, dos filhos e da vida social, a angústia e a culpa podem sobrevir pela percepção de que é impossível desenvolver todos os papéis com qualidade e dedicar-se totalmente a cada uma dessas atividades, por isso algumas escolhem ou ser mãe ou se desenvolver profissionalmente.

 

Às que abandonam a carreira pode sobrevir uma sensação de inferioridade em relação a outras mulheres que trabalham e tem sucesso profissional e, ao mesmo tempo, a felicidade por poder estar em contato íntimo com seus filhos, proporcionando todo o carinho, amor e educação que gostariam. Às que retornam ao trabalho, a culpa por não estarem se dedicando ao filho como gostariam e deveriam e ao mesmo tempo alegria pela realização profissional e social. Será que é possível equilibrar as duas funções e sentir felicidade?

 

É importante destacar que um filho necessita de tempo e dedicação, em quantidade e qualidade; o contato com a mãe, seu carinho, atenção e aceitação são imprescindíveis para o desenvolvimento psíquico saudável. O papel do pai também é de extrema importância: é ele quem apoia a mulher para que esta se dedique ao filho nesse momento em que a mãe e o bebê estão em relação de simbiose; mais tarde, ele será imprescindível para que o bebê apreenda a lei e tenha seu superego formado. Ele também precisa ser amoroso e dedicado, mas sua função é diferente do da mãe; ele apresenta à criança o princípio da realidade.

 

Desta forma, a mulher pode se sentir menos cobrada e culpada pelo reconhecimento de que a criação do filho deve ser compartilihada, com cada um desenvolvendo seu papel de amor, cuidado, dedicação ao suprimento das necessidades e da educação, com a finalidade de formar um indivíduo saudável física e emocionalmente.

 

O trabalho da mulher, então, pode favorecer o desenvolvimento do filho e não é contraditório com sua maternidade. Se a mulher está bem e realizada, terá maior alegria em cuidar de seu filho, sentindo-se útil e produtiva, o que complementa a maternidade assim como uma vida satisfatória e feliz com seu companheiro lhe dá alegria e disposição para a maternidade.

 

A questão é como equilibrar todas as funções femininas, ao dar prioridades diferentes ao que possui maior ou menor importância em sua vida. Simplesmente abrir mão de um ou outro (maternidade ou atividade profissional/social), é gerador de amargura e descontentamento, que fatalmente será refletido na escolha realizada. A dedicação ao filho, o amor e carinho no máximo de tempo, com alegria e disposição, ao mesmo tempo em que se dedica ao trabalho e à carreira com leveza e satisfação são possíveis!

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