Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Informação, educação e apoio como formas de empoderamento materno.

1371 Views 0 Comment

O verbo empoderar significa tornar poderoso, forte, tomar o poder para si. Isso significa, no caso do empoderamento feminino, que a mulher está apta a realizar algo, ou seja, agir com protagonismo.

 

O termo é utilizado para caracterizar a mulher que busca informação, sabe o que deseja, possui autoconfiança e está preparada para fazer suas escolhas, como por exemplo no caso da amamentação.

 

Para que o empoderamento ocorra, é importante que a mulher busque e obtenha informação de qualidade. Isso mesmo, informação. Ainda que saibamos que a informação não muda comportamentos, ela é essencial nessa mudança, por isso a informação de qualidade, atualizada, baseada em evidências científicas deve estar disponível, em linguagem adequada e acessível sob diversas formas, de acordo com as necessidades dessa mulher.

 

A Promoção à Saúde prevê que o próprio indivíduo seja responsável e atue de modo a manter ou atingir sua própria saúde, sendo sujeito ativo nesse processo. Ainda que seja ativo, é necessário que sejam oferecidos instrumentos para esse avanço de promover sua própria saúde, por isso a informação e a educação são importantes.

 

No que se refere à educação, que significa instruir, conduzir, guiar para fora, ela é uma forma de conduzir o sujeito para conhecer o mundo fora de si, para o exterior. Para que isso aconteça, a informação é importante mas não decisiva; é imprescindível que no caso, a mulher, apreenda uma nova realidade, que se aproprie de algo. Essa apropriação se dá por meio da informação e da incorporação significativa da experiência.

 

Ao abordar o tema “amamentação”, a mulher empoderada é aquela que busca a informação mas, além disso, busca experienciar em sua própria vida aquela informação já obtida. Com isso, a teoria se torna prática e é incorporada.

 

Então quer dizer que, ao se empoderar, a mulher deverá agir por si própria, sem auxílio de outras pessoas ou profissionais capacitados? De forma alguma! Não somos seres isolados, totalmente independentes uns dos outros. Além disso, ainda que exista informação e prática, isso não quer dizer que não haverá revezes, problemas, dificuldades.

 

Como somos seres sociais, comunicacionais, interacionais, estamos em interdependência. Precisamos uns dos outros. Ainda mais com relação à amamentação, algo tão complexo. A amamentação deve ser aprendida, apoiada, auxiliada, seja a mulher quem for: primípara, multípara, com deficiência. O apoio é e sempre será importante para essa mulher que, mesmo sabendo como é uma pega correta, pode apresentar dificuldades em fazê-la de fato em alguns momentos e poderá contar com um profissional para ensinar, instrumentalizar. Isso também é empoderamento: saber quando buscar auxílio para realizar algo que deseja, acredita, escolheu para si e para seu filho.

 

O isolamento, a crença de que o empoderamento exige que a mulher tenha total condição de agir e resolver problemas, não é empoderamento no real sentido da palavra. Uma mulher pode parir sozinha, sem equipe ou apoio profissional, se desejar e se preparar, mas será que é sinal de fraqueza e falta de confiança lançar mão de ajuda? Eu não acredito nisso!

 

Finalmente, é importante destacar que a mulher empoderada  é ativa e consciente, está conectada com sua intuição, instinto e força, e isso permite que ela busque informações e orientações de qualidade.

0 Comments

Leave a Comment