Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Dados de amamentação no Brasil

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Há 25 anos a WABA – World Alliance Breastfeeding Action promove, no mundo todo, a Semana Mundial do Aleitamento materno, com a finalidade de divulgar e promover a amamentação. Sempre pensando num tema de impacto para as políticas públicas, governos, comunidades e organizações, a WABA estimula o desenvolvimento de ações que favoreçam o aumento nos índices no aleitamento materno exclusivo, que de acordo com o UNICEF (United Nations Children’s Fund – Fundo das Nações Unidas para a Infância ) e OMS (Organização Mundial da Saúde – WHO – World Health Organization) é recomendado nos primeiros 6 meses de vida do bebê e após o início da alimentação complementar, até 2 anos ou mais, como fundamental para a saúde da criança.
No Brasil (2009), menos de 70% das crianças mamaram na primeira hora de vida, variando de 58,8% em Salvador/BA e 83,3% em São Luis/MA. Nem 50% das crianças são amamentadas exclusivamente até o sexto mês de vida em nosso país e, apesar de termos avançado nos índices de aleitamento materno nos últimos anos, há muito ainda a se fazer. A duração mediana do aleitamento materno exclusivo é de 54,1 dias e do aleitamento materno (exclusivo + com alimentação complementar), 341,6 dias.
O uso da mamadeira e da chupeta, comprovadamente hábitos que levam ao desmame precoce do aleitamento materno, tiveram prevalência de uso de 58,4% e 42,6% respectivamente no Brasil, e o uso da chupeta foi mais frequente na região sul.
Destaca-se os grandes prejuízos dos bicos artificiais ao aleitamento materno e, posteriormente, ao crescimento facial, desenvolvimento muscular, alinhamento dentário e, finalmente às funções a serem realizadas pelas estruturas faciais – respiração, mastigação, fala, deglutição.
Nessa área, em especial, o Fonoaudiólogo tem papel fundamental, por isso há uma ação preventiva no incentivo, promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e desestímulo ao uso de chupeta, mamadeira, sucção de dedo e tantos hábitos orais que podem trazer consequências à criança. Quanto mais tempo a criança for amamentada, com fornecimento de informações adequadas para a mãe, auxílio em suas dificuldades, realização da transição alimentar após o sexto mês de idade com alimentos nas consistências adequadas, estímulos ao amadurecimento muscular e ao crescimento das estruturas orais, melhor o desenvolvimento do Sistema Estomatognático e saúde geral e fonoaudiológica da criança.
Os dados da pesquisa de 2009 destacam ainda que as mulheres com maior frequência de aleitamento materno exclusivo estão entre as que estavam em licença maternidade no momento da pesquisa.
Esta informação é de extrema importância pois, apesar da indicação de 6 meses de amamentação exclusiva, nossa legislação trabalhista oferece apenas 4 meses de licença maternidade. No entanto, com apoio familiar, da comunidade, das empresas e das Políticas Públicas de Saúde, é possível manter o aleitamento materno e o trabalho com harmonia, compreensão, flexibilidade, produtividade, lucro, realização profissional, harmonia e qualidade.

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