Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Como prevenir, identificar e tratar a candidíase mamária?

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A infecção da mama por Candida sp é bastante comum e pode atingir apenas o mamilo, o mamilo e a aréola e até os ductos lactíferos. Os fatores que predispõem ao fungo são: umidade das mamas, lesão dos mamilos e uso de medicamentos, como antibióticos e anticoncepcionais hormonais, mas, na maioria das vezes, é o bebê que transmite o fungo, mesmo que não seja aparente a lesão em sua boca.

 

A candidíase mamária costuma manifestar-se por:

–  coceira,

– sensação de queimadura

– dor em agulhadas nos mamilos, que persiste após as mamadas.

– a pele dos mamilos e da aréola pode apresentar-se avermelhada, brilhante ou apenas irritada ou com fina descamação;

– ardência e dor em agulhada dentro das mamas.

– em alguns casos a mulher percebe a ocorrência de fissuras na divisão do mamilo com a aréola

É muito comum a criança apresentar crostas brancas orais, que devem ser distinguidas das crostas de leite (essas últimas são removidas sem machucar a língua ou gengivas).

 

Algumas atitudes simples podem auxiliar na prevenção da candidíase:

 

– não utilizar produtos na mama (cremes, conchas, protetores, intermediários) que abafam e mantém as mamas úmidas ou em contato constante com o leite que vaza;
– não oferecer bicos artificiais ao bebê. Eles favorecem a proliferação de fungos e pode contaminar a boca do bebê. Com a amamentação o bebê pode transmitir o fungo para a mama materna;
– utilizar sutiã de algodão e sempre lavar ao umedecer, de preferência com sabão neutro, pois o algodão tem maior absorção;
– lavar sempre as mãos, especialmente após troca de fraldas (a candidíase pode ser transmitida da área das fraldas à boca e à mama)
– manter as mamas secas e arejadas.
– evitar alimentos industrializados, açúcar, leite e derivados, embutidos e refrigerantes (alimentam o fungo)
– abusar de orégano e alho (combatem o fungo)

 

Aos primeiros sinais (ardência, sensação de pontadas, coceira, coloração do mamilo e aréola mais rosada, fissuras na divisão do mamilo com a aréola) a mulher deve procurar o médico. O tratamento deve ser feito na mama e na boca do bebê obrigatoriamente, ainda que não haja sinais. É interessante também tratar a região das fraldas.

 

A Terapia Fotodinâmica (PDT) tem sido utilizada com ótimos resultados para as pacientes com candidíase mamária, assim como na boca e região da fralda do bebê. Consiste do uso de um fotossensibilizador que, ativado pela luz, leva à formação de radicais livres que provocam a morte de microorganismos por dano oxidativo, inclusive os fungos, dentre eles a candida. Sua ação é nociva apenas ao microorganismo, não havendo dano às células do tecido humano. Portanto, a PDT possui efeito antimicrobiano apenas quando se combina o fotossensibilizador (azul de metileno, por exemplo) e luz (laserterapia).

Para os casos de candidíase mamária no início do processo, é possível realizar a PDT juntamente com as medicações antifúngicas prescritas pelo médico, não havendo interação ou efeitos colaterais. Em geral, as sessões são diárias com duração variável (com média de 30 minutos) e já nas primeiras sessões é possível reduzir ou eliminar os sintomas, mas é importante dar continuidade para garantir a eliminação completa do fungo. A PDT pode ser realizada na mama, na cavidade oral do bebê e na região das fraldas.

 

Procure ajuda, amamentar não deve doer; se está doendo há algo errado!

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