Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Como amamentar? Veja algumas dicas aqui!

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Para amamentar, inicialmente a mãe deve prender os cabelos e lavar bem as mãos com água e sabão; deve manter as unhas aparadas para não machucar o bebê e para que não haja deposição de sujidade.

O local para amamentar é de extrema importância: deve ser um local silencioso, com luminosidade controlada, sem correntes de ar; a mãe deve sentar-se confortavelmente, levando o bebê até a mama (e não a mama até o bebê), para que ocorra a descida do leite e também para que mãe e bebê possam interagir de maneira apropriada. A posição deve ser a mais confortável para ambos, podendo a mãe estar sentada, encostada ou deitada.

Antes de levar o bebê à mama, é importante verificar se a aréola está flácida, de forma que possibilite o abocanhamento correto da mama e a retirada eficiente de leite. Se a mama estiver cheia, faz-se necessário realizar uma breve ordenha manual para amaciá-la.

A ordenha manual consiste na extração manual do leite materno e, para realizá-la, a mãe e/ou profissional de saúde deve lavar as mãos e acomodar a mãe em local silencioso para que ela possa relaxar. A seguir, deve-se iniciar uma massagem circular, começando da aréola, seguida de outra de trás para frente na região da aréola, e então estimulá-la, estirando-a ou rodando-a entre os dedos. Para extrair o leite, os dedos indicadores devem estar comprimidos contra as costelas, acima do mamilo e os demais abaixo, onde termina a aréola, repetindo-se este movimento de forma rítmica e rodando a posição dos dedos para esvaziar todas as áreas.

O bebê deve estar bem alinhado e posicionado no mesmo sentido do eixo corporal materno, ou seja, “barriga com barriga”, para evitar dores no pescoço, cansaço ou pega errada do bebê durante a amamentação.

A mãe deve oferecer a mama ao bebê com a mão em forma de C (dedo polegar colocado na parte superior e os outros quatro dedos na parte inferior) por trás da aréola, levando o mamilo a estimular os lábios do bebê, para desencadear o reflexo de procura. Só quando o bebê abre a boca e anterioriza a língua a mãe deve levá-lo à mama. O mamilo e parte da aréola devem estar na boca do bebê para que ocorra uma ordenha eficiente.

As orientações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde são de que o aleitamento materno seja oferecido sob livre demanda, isto é, sempre que o bebê solicitar (sem horários fixos) e durante o período de tempo que ele necessitar, para que o mesmo esvazie toda a mama; só então, deverá ser oferecida a outra mama. Caso ele não esvazie a mama, pode chorar de fome logo em seguida, fato que dá a impressão de que o leite não sustente, é fraco ou pouco ou que o bebê não aceita o leite materno. Por isso a mãe deve ser informada sobre a importância do esgotamento de ao menos uma mama.

Quando for preciso retirar o bebê da mama antes do final da mamada, a mãe deverá introduzir o dedo indicador pela comissura labial da boca do bebê até os maxilares, pressionar suavemente sua mandíbula, de tal maneira que o dedo substitua, por um momento, a aréola e o mamilo. Esta manobra evita que ocorra dor e fissura mamilar, visto que existe uma pressão negativa na cavidade oral do bebê.

Após os seis meses de vida, a mãe deve iniciar a alimentação complementar, mantendo o aleitamento materno por dois anos ou mais, segundo recomendações do Ministério da Saúde. No início da alimentação complementar, os líquidos devem ser oferecidos em copo ou colher, evitando-se o uso de bicos artificiais e para o favorecimento do crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do sistema estomatognático.

 

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