Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Atividade física e amamentação

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Existem muitos mitos que permeiam a fase da lactação, entre eles o de que a mãe que amamenta não deve realizar atividades físicas devido aos riscos físicos, de redução da produção de leite ou mudanças em seu sabor.

 

Mesmo na gestação existe um receio, porém os estudos indicam que a mulher pode e deve realizar atividades físicas, desde que não haja riscos ou problemas de saúde (hemorragias, risco de parto prematuro, problemas placentários, crescimento intrauterino restrito, entre outros). No caso de gestações de baixo risco, a mulher pode dar continuidade às atividades que já realizava antes, apenas adequando-as.

 

Ainda na gestação, a atividade física tem objetivo de manter a aptidão física e a saúde geral. Pode auxiliar na redução de sintomas (inchaço, cansaço), prevenir o aparecimento de varizes, controlar o ganho de peso, favorecer o parto e a recuperação no pós-parto.

 

Após o parto, a mulher apresenta um período de maior fadiga e de dedicação aos cuidados do bebê, por isso a atividade física tem redução significativa. Ela pode retornar aos exercícios físicos gradualmente, a partir 1 mês/1 mês e meio nos casos de parto natural e 2 meses/ 2 meses e meio nos casos de cesariana (por conta da cirurgia e dos desconfortos resultantes da mesma).

 

No pós-parto é importante que a mulher tenha o consentimento médico para dar início às atividades físicas, além de contar com acompanhamento nutricional e instrução de profissional da área de educação física ou fisioterapia, pois a realização de exercício físico nesta fase é tão importante quanto em outros momentos da vida da mulher.

 

Alguns benefícios da realização de exercícios físicos no pós-parto:

– aumento da resistência aeróbica gradual, que reduzirá o desconforto, anemia e complicações de cicatrização da cesariana

– prevenção de sobrepeso e obesidade

– aumento da força muscular para a realização de atividades diárias nos cuidados com o bebê

– aumento da densidade mineral óssea e prevenção da osteoporose

– melhora do humor e autoestima

 

As atividades podem aumentar progressivamente até que ela retorne ao mesmo nível do período pré-gestacional, no entanto, é importante que a mulher receba algumas informações:

 

– exercícios leves ou moderados não interferem na amamentação

– exercícios intensos requerem maior aporte energético na alimentação materno

– os exercícios intensos não interferem na produção de leite, mas a liberação de ácido lático passa para o leite, o que pode modificar seu sabor (pode ficar mais amargo nos primeiros 90 minutos após o exercício) e o bebê pode rejeitá-lo

– os exercícios moderados, com menos de 1 hora de duração, são os mais indicados o período da amamentação

– caso a mulher inicie atividades intensas, pode retirar seu leite e armazená-lo para que seja oferecido após a atividade física ou amamentar após 1 hora e meia da atividade.

– o crescimento dos bebês cujas mães realizam atividades físicas é normal, ainda que elas percam peso

 

Alguns autores recomendam que a prática de exercícios moderados durante a lactação deve ser realizada da seguinte forma:

– iniciar com 30 a 60 minutos de exercícios no primeiro mês após o parto, de 3 a 6 vezes por semana

– respeitar os limites do corpo para a realização das atividades

– iniciar lentamente e aumentar a intensidade gradualmente

– evitar fadiga excessiva e desidratação

– utilizar sutiã apropriado para sustentação das mamas

– suspender a atividade e procurar atendimento médico no caso de hemorragia

 

Com os devidos cuidados, a atividade física pode ser uma aliada da amamentação e auxiliar a mulher na perda de peso e na manutenção da energia para o desempenho de seus papéis.

 

 

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