Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

Amamentação e fisssura labiopalatina

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Quando a fissura é só labial o aleitamento é completamente possível. Uma das técnicas que utillizamos é o vedamento da fissura com a própria mama ou com um micropore, assim a pressão intraoral se mantém.

No caso de fissura pós forame, só de palato mole, também é bem possível o aleitamento, o grande cuidado é com posicionamento (mais ereto) para não haver refluxo nasal, pois geralmente a musculatura do palato mole, que faz fechamento na deglutição, evitando refluxo, está ausente ou prejudicada. Estratégias como posicionamento cavaleiro ajuda muito.

Agora, nos casos de fissura transforame uni ou bilateral é mais difícil, sim, mas jamais impossível.

 

Cleft-Palate-Diagram

http://www.thecosmetictourist.com/cosmetic-surgery/surgical/cleft-lip-and-palate

A pressão intraoral fica bem prejudicada, então, opto pela técnica de cavaleiro, mais mão de bailarina para auxiliar na pressão intraoral, mais ordenha do leite anterior para o bebê retirar leite posterior, pois não tem força para mamar tanto tempo e por isso pode ter dificuldades de ganho de peso, uso do copo ou translactação, posição ereta para mamar, mamadas mais frequentes e outras técnicas que estão, sim na literatura, mas você encontrará em livros de aleitamento materno geralmente. Já vi bebês com fissuras transforame bilaterais mamando lindamente em aleitamento exclusviso, mas sei que não é muito comum, então temos que investir, sim!
O problema é que a equipe de apoio, muitas vezes, nem tenta, já insere mamadeira…  E o que vejo é que a maioria vai para a mamadeira sem critério, aí há problemas, pois o bico pode machucá-los.

1 Comments
  • Ana Paula Barros julho 30, 2016, 11:08 pm Responder

    Excelentes textos…parabéns Dea Cristiane

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