Amamentação: proteção e nutrição física e emocional.

A importância da amamentação em bebês com Síndrome de Down

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A literatura mais antiga diz que bebês com Síndrome de Down tem palato duro atrésico e ogival, respiram pela boca, tem dificuldades de sucção na mama, não conseguem vedamento labial, não conseguem transição alimentar na época correta.

Se você analisar a cavidade oral de uma criança com SD, verá que seu palato é normal, o que leva a atresia e elevação do palato é a falta de aleitamento materno. Eles tem hipotonia característica da síndrome, sim, mas se houver apoio à mãe e a criança for amamentada, a hipotonia pode ser minimizada, pode haver sim vedamento labial, respiração nasal, aleitamento exclusivo até seis meses, transição alimentar correta.
Em motricidade orofacial aprendemos que há relação direta entre forma e função e que há estímulos genéticos (que não podemos mudar) mas há também estímulos externos, e esses podemos mudar – alimentação, respiração, mastigação, que podem favorecer ou desfavorecer o crescimento facial e as funções estomatognáticas. Por isso eu acredito, sim, que com o estímulo ao aleitamento materno, não utilização de bicos artificiais, transição alimentar correta e terapia miofuncional, tanto a criança com SD como a criança sem SD podem ter vantagens no crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do Sistema Estomatognático. Não precisa ser aquele determinismo!
Vamos intervir? Vamos acreditar? Nosso trabalho dá certo!
Amo a Fonoaudiologia, Amo o Aleitamento!
Dica de leitura: Descrição do palato duro em crianças com Síndrome de Down. Temas sobre Desenvolvimento, 25(3): 347-358, dezembro, 2013.

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